joomla templates

REINOTECA

Priorizando o Reino de Deus

slot

Mon05212012

Last update10:17:35 AM GMT

Um Novo Tempo para as Novas Gerações

Por “Novas gerações” entenda-se crianças, juniores, pré-adolescentes, adolescentes e jovens. Por “Um Novo Tempo” compreenda-se o Tema do Ano e a inspiração para o próximo quinquênio de uma igreja capaz de manter-se bíblica na defesa dos imutáveis princípios que regem nossas convicções, mas disposta a quebrar paradigmas. Entendo este momento vendo a igreja construindo um testemunho e uma influência capaz de brilhar na sociedade, a partir dos nossos vizinhos. Tempos atrás li uma frase que me incomodou: “Se sua igreja fechasse as portas ou mudasse de local, as pessoas da comunidade sentiriam falta dela?”. Não dá pra responder de pronto. É para se pensar seriamente.

Em Atos dos Apóstolos 2.37-47, lemos de uma igreja que estava chegando para ficar e fazer diferença. Fez-se relevante, necessária, indispensável à sua cidade, no cumprimento de sua missão, terminando por cair na graça da comunidade em todos os aspectos da missão e da razão de ser igreja: na proclamação, no discipulado, no serviço, na comunhão e na adoração.

Um Novo Tempo para as Novas Gerações, começando por considerar as crianças em posição contrária aos bolsões da realidade brasileira. Darci Dusilek escreveu: “No Brasil são mais de 20 milhões de crianças que não podem sequer sonhar com o direito de sonhar. O que elas vivem é a dura realidade de um mundo cruel e adulto que as explora e violenta todos os dias. Um mundo de miséria que lhes dá pouca ou nenhuma chance de sobreviver”. A igreja tem a revelação de Deus que a conduz a priorizar as crianças, dando-lhes o melhor em todos os sentidos, assim como Jesus ensinou-nos e deu exemplo com Sua própria vida.

Um Novo Tempo na proclamação do Evangelho, onde as “Boas Novas” vão além do Kerigma – como proclamação verbal –, para o Martureo – como proclamação pelo estilo de vida dos crentes.

Um Novo Tempo onde a identidade bíblica e a herança histórica serão postas à prova. Ai do povo que não tem a Bíblia como “regra de fé e de prática”. Ai dos que não têm história. O Novo Tempo fará do ensino bíblico e da história um sinal de respeito que dará sentido a uma igreja mais sólida e amorosa. Que sabe usar inteligentemente a liberdade de pensamento e a submissão a Deus, legados dos antepassados, como maneira pela qual se posicione diante dos dilemas éticos e morais, daqui em diante mais desafiadores.

Um Novo Tempo, onde a bandeira sobre nós seja o amor não fingido, onde a comunhão entre os irmãos seja o prazer de viver em comunidade, onde ajudar um irmão em dificuldade seja compromisso de todos para com ele; onde os cuidados uns para com os outros nos honre; onde a alegria seja a marca da presença poderosa de Jesus nas vidas.

Um Novo Tempo onde a sociedade reconheça ‘quem é quem’ e não mais generalize “por baixo” a multiplicação do mau testemunho de evangélicos que achincalham o “nome de cristão’, mas pelo reconhecimento de que há um povo de vida correta, engajada nas questões ambientais como criacionistas, simpáticos e unidos na remoção do sofrimento dos de dentro e de fora da igreja, nas lutas pela prevalência da justiça para todos e não somente em beneficio dos aquinhoados. Igreja disposta ao comprometimento político, se isso representar a oportunidade de Deus para a transformação das estruturas da sociedade.

Um Novo Tempo para as novas gerações, em cujo tempo, das crianças aos jovens, todos possam dizer com orgulho santo: Reconhecemos que somos membros de uma igreja que procura ser organismo vivo e não uma mera instituição; igreja que aprende a amar, servir e viver de forma simples, mas poderosa e coerente, praticando o que as Escrituras ensinam, honrando o passado, mas escrevendo um novo dia de quebra dos paradigmas que se fizerem necessários, em nome e em honra ao nome de Jesus. Que Ele possa estar dizendo: Sou a Cabeça dessa igreja que me alegra o coração, que tudo faz para ser igreja que sonha os meus sonhos para a atual geração, antes que seja tarde demais! Amém!

Lembro, com tristeza, que num passado recente, nós excluíamos da igreja quem praticasse determinados pecados, em nome de salvaguardar a "imagem da igreja". Esquecíamo-nos de que amar as pessoas é dar-lhes nova oportunidade. Jesus, um dia, disse os que queriam apedrejar uma mulher encontrada em adultério: "Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra". Não há pecado grande nem pequeno! Um Novo Tempo significará buscar os que foram excluídos e dizer-lhes: Voltem! Pedir-lhes perdão pela nossa falta de amor e dizer-lhes: Há lugar para vocês na Igreja da Liberdade.

Há um outro tipo de "excluídos" formado por pessoas que julgamos muito diferentes de nós, na vestimenta, nos hábitos, no aspecto físico... aqueles que entendemos "estranhos demais". Um Novo Tempo é abrir as portas do coração e da igreja para esses que Jesus sempre buscou e com eles andou, mesmo sob o impacto da crítica, no tempo de Seu ministério na terra. Um Zaqueu, extorquidor na cobrança de impostos, um Dimas ladrão, do Seu lado esquerdo, dependurado numa cruz no Calvário, a mulher samaritana, a mulher do vaso de alabastro, os cegos, coxos, aleijados. Um Novo Tempo então haverá de ser o repensar da forma lamentável com que selecionamos, com uma arrogância disfarçada, quais pessoas queremos e quais as que não queremos frequentando nossa igreja, assentando-se ao nosso lado nos cultos. Como vimos, Jesus fez e faria tudo diferente de nós. Um Novo Tempo, no qual não permitiremos, em nome de Jesus, a injustiça da acepção de pessoas, a desalmada segregação social, ou outra de qualquer ordem.

Um Novo Tempo para as Novas Gerações! É o desafio da oportunidade às novas gerações de adolescentes e jovens, para o serviço desprendido aos carentes do bairro, onde servir há de ser a palavra de ordem. Servir com amor a juventude perdida nas drogas; servir nas ruas do centro de São Paulo, invadidas por crianças abandonadas por seus pais; promover encontros facilitadores de atenção às necessidades das comunidades carentes, nas quais os pais também serão desafiados e inspirados a estar juntos dos filhos, colocando sua experiência de vida e de profissão a serviço daqueles para quem a vida negou as oportunidades de um lar feliz, de pais que se amam, de estudo, de preparo para o enfrentamento das oportunidades no mercado de trabalho.

Um Novo Tempo no qual todos seremos membros iguais do corpo de Jesus, Cabeça, onde não há maior nem menor, onde a autoridade está na vida e não no poder e vaidade de cargos, nos quais pessoas são tradicionalmente investidas; onde os dons serão exercidos para a edificação de todos, onde o sucesso de um é o de todos; a dor de um é a de todos. Enfim, onde as Novas Gerações, representadas pelas crianças, adolescentes e jovens, aprendem com os mais velhos a servir a todos, a vencer as inseguranças, a fazer acontecer, legando para o amanhã, dentro dos permanentes ciclos da vida. Uma igreja onde poderosos serão todos os que vivem a graça do Evangelho da Graça, no poder d'Aquele em quem todos podemos, igualmente, todas as coisas, porque Ele nos fortalece. Amém!

Pr. Eli Fernandes

http://www.libernet.org.br/ve_artigo.php3?id=166
http://www.libernet.org.br/artigo_201101_02.php

 

Resenha de livros

Cada um deveria ler a Bíblia, e cada um teria um entendimento diferente da Sagrada Escritura, negando-se, assim, que haja realmente um sentido objetivamente verdadeiro e desejado por Deus. Nega-se, desse modo, que haja "uma só fé". Deus teria feito a Bíblia como uma "Obra Aberta": ela teria milhares de sentidos possíveis, todos possivelmente verdadeiros, mas nenhum exclusivamente verdadeiro e único.

Você não pode deixar de ler este artigo: Leia a Bíblia!