A velha cruz
- Detalhes
- Publicado em Segunda, 14 Abril 2008 08:17
- Escrito por Super User
“Mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. Gl. 6:4.
Sorrateiramente, e quase despercebida, uma nova cruz tem se introduzido nos arraiais evangélicos dos tempos modernos. Essa nova cruz se parece com a velha cruz, mas é bem diferente. As semelhanças são superficiais, porém as diferenças são fundamentais.
A velha cruz nunca fez aliança com o mundo. Ela sempre foi símbolo de castigo e morte, representando o fim violento de um ser humano.
A velha cruz nunca fez acordo com os Pilatos da vida pública. Seu testemunho era de condenação à violência e à corrupção. Paulo diz: “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Gl. 3:13
A velha cruz não traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os caminhos dos homens. Lemos em II Co.6:14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos, porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e o maligno? ou que união do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o Santuário de Deus e dos ídolos?
A velha cruz é radical. Sua palavra não é diplomática e muito menos filosófica. Diz Paulo em I Co.1:18 que a “Palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus”.
A velha cruz é pesada, dolorosa e exigente. Jesus, no Getsêmani, disse: “Pai, se for possível, passa de mim este cálice”, referindo-se à agonia da velha cruz.
A velha cruz é o símbolo do Evangelho e a mensagem da paixão de Deus declarada em João 3:16, que diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Amados irmãos, cuidado com a nova cruz que começa a ser levantada nos círculos evangélicos como a grande opção religiosa do século XX. Uma cruz sem lágrimas, sem dor, sem sangue, sem paixão; uma cruz sem compromisso com Deus e com a Bíblia. A nova cruz, por aí, é uma cruz coreográfica e barulhenta. É a cruz das emoções. Mas a velha cruz fez escurecer o sol (Lc.23:44) e fez calar todo o Império Romano. Essa sim é a velha cruz. A cruz na qual morreu o nosso Salvador Jesus.
Rev. João Arantes Costa











Cada um deveria ler a Bíblia, e cada um teria um entendimento diferente da Sagrada Escritura, negando-se, assim, que haja realmente um sentido objetivamente verdadeiro e desejado por Deus. Nega-se, desse modo, que haja "uma só fé". Deus teria feito a Bíblia como uma "Obra Aberta": ela teria milhares de sentidos possíveis, todos possivelmente verdadeiros, mas nenhum exclusivamente verdadeiro e único.